sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

BRASIL RELAXA NO MEIO AMBIENTE E PANTANAL COMEÇA A ENCOLHER

Barco com turistas navega em região alagada do Pantanal, em Miranda... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2017/12/27/brasil-relaxa-no-meio-ambiente-e-pantanal-comeca-a-encolher.htm?cmpid=copiaecola
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As crescentes indústrias da soja e pecuária do Brasil estão ameaçando um dos santuários da vida selvagem mais ricos do planeta, onde bandos de onças, jacarés, cervos e araras vivem livremente há eras. A região do Pantanal, uma ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2017/12/27/brasil-relaxa-no-meio-ambiente-e-pantanal-comeca-a-encolher.htm?cmpid=copiaecola
      As pujantes indústrias de soja e de pecuária do Brasil estão ameaçando um dos mais ricos refúgios de vida natural do planeta, onde bandos de onças, jacarés, cervos e araras vagam em liberdade há eras.

      A região do Pantanal, a maior área encharcada tropical do mundo, começou a encolher. Nos últimos 15 anos, cerca de 22,5 mil km2 da região, que se espalha pelo Brasil, o Paraguai e a Bolívia, foram modificados, com manchas cada vez maiores de terra amarela e árida introduzidas no bioma luxuriante, que cobre aproximadamente 180 mil km2, ou aproximadamente o tamanho da Síria.

      Essa degradação do Pantanal é considerada pelos críticos um sinal do enfraquecimento da decisão do Brasil de proteger seu meio ambiente.
      O governo brasileiro saudou no início deste ano uma modesta conquista em sua principal luta ambiental –conter o desflorestamento da Amazônia–, mas foi embaraçado por outras linhas de tendência. As emissões de gases do efeito estufa aumentaram 9% no ano passado, comparadas com 2015, marcando a maior produção desde 2008.

      Alimentadas em grande parte pela transformação de terra florestal para exploração agrícola e outras finalidades comerciais, o aumento das emissões do ano passado pôs em questão a capacidade do Brasil de honrar seus compromissos internacionais de combater a mudança climática, incluindo os contidos no acordo de Paris.

      Além disso, dados de mapas compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados neste mês mostraram que o país perdeu 9,5% de sua área florestal entre 2000 e 2014.

      A expansão da agricultura em áreas com pouca regulamentação ambiental ou policiamento coincidiu com um período político turbulento no Brasil, durante o qual uma poderosa coalizão de legisladores federais, representando interesses da agricultura, dominaram na decisão de políticas de uso da terra.

      O mais suscetível a esse lobby, segundo ambientalistas, é o presidente Michel Temer, que passou a maior parte do último ano trocando favores com legisladores em uma aposta bem sucedida para convencer o Congresso a poupá-lo de ser julgado por corrupção.

      "Na prática, Temer tirou o Brasil do acordo de Paris, assim como fez o presidente Trump, com a diferença de que ele não tem a coragem de assumir essa posição publicamente", disse Marina Silva, que foi ministra do Meio Ambiente do Brasil entre 2003 e 2008. Nesse período, o país foi celebrado no exterior por seus esforços agressivos para conter o crescente desflorestamento da Amazônia.

      "Há um firme esforço para desmontar o aparelho do governo criado nas últimas décadas para apoiar políticas que foram consistentes com a redução dos gases do efeito estufa", disse Silva.

      Temer não esconde seu apoio às indústrias de agricultura e pecuária, chamando-as de motores essenciais do crescimento econômico.

      "Muitas vezes se diz que eu, ou meu governo, protegemos os fazendeiros ou os pecuaristas", disse ele durante um discurso recente em um evento setorial. "É o contrário. São os fazendeiros e os pecuaristas que protegem a economia nacional, e essa é a clara realidade. Não podemos ter medo de dizer isso."

      A Constituição brasileira de 1988, esboçada quando o país saía de um período de ditadura militar, buscou estabelecer um plano para o governo "defender e preservar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações". Ela rotulou os cinco principais biomas do país, incluindo o Pantanal, como "parte do patrimônio nacional", cuja conservação seria garantida por futuras leis.

      Uma lei que regulamenta o uso sustentável da terra nessas áreas, porém, foi aprovada só para um dos biomas, a Mata Atlântica. Isso quer dizer que os proprietários de terras em lugares como o Pantanal tiveram poucas restrições quando o boom de matérias-primas na virada do século de repente tornou suas terras altamente rentáveis.

      A produção agrícola e pecuária do Brasil disparou na última década, gerando uma safra de aproximadamente 238 milhões de toneladas em 2016-17, ou o dobro da de 2005-06, segundo estimativas do governo. No mesmo período, as terras agrícolas aumentaram 26%.

      O governo Temer caracterizou o crescimento das exportações agrícolas, principalmente para a China, como um importante ingrediente da lenta recuperação do país de uma recessão de vários anos.
Esse crescimento puxado pelas exportações gerou oportunidades tentadoras para os proprietários de terras no Pantanal, região cujo terreno encharcado e as altas temperaturas antes tornavam inadequado para agricultura. Isso mudou quando novas tecnologias possibilitaram transformar terras encharcadas em campos de soja.

      No ano passado, houve 19,4 mil km2 de campos de soja em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os dois Estados que incluem o Pantanal –um aumento de 77% em relação a uma década atrás.
"Graças a Deus temos a China comprando nossos produtos", disse Roberto Folley Coelho, um fazendeiro que cria gado, planta arroz e soja e hospeda turistas.

      Coelho riu da ideia de que suas plantações de soja poderiam estar causando danos ambientais, afirmando que impor regulamentos ambientais à região seria mais danoso que benéfico.

      "Tenho medo de que conter a iniciativa privada possa levar a mais pobreza aqui", explicou ele.

      A ameaça de rígidos regulamentos ambientais continua remota no Pantanal. Em 2011, uma lei apresentada no Congresso tentou criar um esquema para o desenvolvimento sustentável da região, mas a legislação emperrou.

      "Precisamos chegar a um equilíbrio", disse Felipe Dias, diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal, que defende a conservação das terras encharcadas.

      Mas os agricultores, segundo ele, com frequência não veem os danos em longo prazo causados por seus plantios, que desgastam o solo, poluem e desviam rios. Isso modifica o ritmo das temporadas seca e úmida no Pantanal, inundando grandes áreas de forma permanente. "Eles não pensam no amanhã", explicou Dias. "Desde que estejam bem agora, não se importam com o que acontecerá depois."

      Em nível nacional, um enfoque semelhante para os ganhos econômicos em curto prazo tornou o desenvolvimento sustentável uma ideia secundária, afirmam os ambientalistas.

      Em julho, Temer apoiou um projeto de lei que ficou conhecido como "lei dos grileiros", criando um mecanismo para que as pessoas que ocupavam terras públicas na Amazônia adquirissem títulos de posse. Os ambientalistas combateram a medida, temendo que ela deslocaria as comunidades indígenas e permitiria o desmatamento.

      No mês seguinte, o presidente emitiu um decreto que abriu caminho para a mineração em uma área protegida da Amazônia. Depois de um clamor no país e no exterior, assim como um parecer de um tribunal, o governo retirou a proposta.

      Essas iniciativas surgiram enquanto Temer, um líder profundamente impopular, gastava enorme capital político afastando a ameaça de julgamento por acusações de corrupção e obstrução da justiça ao convencer deputados a bloqueá-las.

      "Carecendo de apoio popular, o governo Temer buscou o apoio de grupos com influência no Congresso, entre eles o bloco agrícola", disse Carlos Ritti, secretário-executivo do Observatório do Clima, um grupo ambientalista. "Temer usou esse apoio para se proteger das investigações e vendeu a agenda ambiental."

      Autoridades do governo Temer defendem seu histórico sobre meio ambiente, afirmando que as críticas foram exageradas. Sua principal conquista neste ano foi a redução de 16% no desmatamento da Amazônia, depois de vários anos de aumento constante.

      "O desmatamento estava descontrolado", disse recentemente à imprensa o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. "Nós consertamos a situação."

      Outra iniciativa que o governo Temer citou como parte de seu compromisso com o meio ambiente recebeu críticas.

      Em outubro, autoridades anunciaram que dariam às empresas multadas por violar regulamentos ambientais grandes descontos para que saldassem suas dívidas. A arrecadação, disse o governo, iria para projetos de conservação. O ministério comentou que só cerca de 5% das multas ambientais foram recolhidas nos últimos anos.

      "A medida não dá detalhes e não vai ao centro do problema: o policiamento frouxo", disse Christian Poirier, diretor de programa na Amazon Watch. "Isso significa uma anistia que reforça o clima de impunidade no Brasil."

      Sarney defendeu a medida como pragmática à luz do fato de que as grandes companhias podem se recusar a pagar multas combatendo-as na Justiça durante anos a fio. A solução em longo prazo, disse ele, é encontrar uma maneira de compensar os proprietários que preservam suas terras.

      "Os serviços de proteção às florestas precisam ser pagos", disse ele.

      Adauto Rodrigues Oliveira, um plantador de soja em Miranda, concorda. Segundo ele, os ambientalistas mostram pouca consideração pelo sustento dos agricultores.

      "Eles não se importam, simplesmente dizem: você não pode plantar aqui", afirmou ele. "Os ambientalistas querem proteger a terra, mas não querem pagar indenização."

      Perguntado sobre o impacto em longo prazo de suas plantações de soja na vida silvestre ao redor, ele encolheu os ombros. As pessoas da região são menos pobres que antes de a agricultura decolar na área.
      "A soja é um bom negócio", disse ele. "Está sendo muito bom para o Pantanal."

Fonte: https://www.correiodoestado.com.br/cidades/brasil-vacila-sobre-meio-ambiente-e-pantanal-comeca-a-encolher/318147/
Acesso: 12 jan. 2018.
As crescentes indústrias da soja e pecuária do Brasil estão ameaçando um dos santuários da vida selvagem mais ricos do planeta, onde bandos de onças, jacarés, cervos e araras vivem livremente há eras. A região do Pantanal, uma ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2017/12/27/brasil-relaxa-no-meio-ambiente-e-pantanal-comeca-a-encolher.htm?cmpid=copiaecolaPara compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/12/1945830-brasil-vacila-sobre-meio-ambiente-e-pantanal-comeca-a-encolher.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.
Lalo de Almeida/The New York Times Barco com turistas navega em região alagada do Pantanal, em Miranda Barco com turistas navega em região alagada do Pantanal, em Miranda As crescentes indústrias da soja e pecuá... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2017/12/27/brasil-relaxa-no-meio-ambiente-e-pantanal-comeca-a-encolher.htm?cmpid=copiaecola
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

SEMENTES E RESISTÊNCIA INDÍGENA PARA QUE 

OS PÁSSAROS 

E A MATA VOLTEM.

 

O desmatamento da Amazônia coloca em risco os povos que a habitam. 

Indígenas são de extrema importância por sua diversidade cultural e seu importante papel na conservação da Amazônia.


Na primeira década do século XXI, o Brasil estava na moda. A imagem desse país que iludia nossa imaginação estava cheia de praias selvagens, carnaval, futebol, alegria e muitas aventuras. Eu, uma década antes, fui seduzida pela ideia de trabalhar com as crianças de rua e conhecer as lutas populares, aquelas com as quais a América Latina alimentava as utopias de minha geração. Queria participar da revolução para mudar o mundo! Entrar e conhecer o Brasil das favelas, da pobreza, da desigualdade extrema  foi um choque profundo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

UMA VIDA ABSURDA, ACEITA COMO NATURAL.

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Cada novo aumento da produção automobilística é comemorado pela mídia. Compram-se automóveis em 99 prestações. Entupidas, as cidades param. Estaremos, como diz Paulo Mendes da Rocha, nos dedicando a aprimorar a máquina de produzir veneno que inventamos?

O governo, os empresários e a mídia comemoraram, em 2007, a produção de três milhões de automóveis no Brasil. Agora, ambicionam uma meta ainda maior. Grande parte desses carros foi vendida na cidade de São Paulo. Todos os dias, 650 novos automóveis (além de 250 motos) são licenciados. São apenas os últimos acréscimos a uma frota de seis milhões de veículos — a segunda do mundo. A capital paulista enfrenta um trânsito cada vez mais lento, forçando grande parte da população a passar horas e horas em congestionamentos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

MUNDO PRODUZ QUANTIDADE 
RECORDE DE LIXO 
ELETRÔNICO

Lixo eletrônico 
Em 2016, foram geradas 45 milhões de toneladas de resíduo eletrônico. Matérias-primas no valor de 55 bilhões de euros foram descartadas.

A quantidade de lixo eletrônico gerada em 2016 alcançou o recorde de 45 milhões de toneladas, revelou um estudo da ONU divulgado na quarta-feira 13. Com o descarte de televisões, celulares e outros produtos, são desperdiçados metais, como ouro e cobre.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O PROGRESSO CONDUZ A UMA VIDA 

MELHOR?

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Para encontrar espaço entre quem vê tecnologia como redenção do ser humano e quem nega seu papel de forma absoluta

Quando coloquei a mão no bolso e vi que o meu Iphone4 não estava mais lá, e simplesmente tinha sido pungado, foi como se o mundo tivesse acabado. Nem a música contagiante do Bloco das Carmelitas, que cantava com alegria o que era a dor dos que perderam o Bonde, pode me devolver o bom humor. Definitivamente, o carnaval tinha acabado para mim, naquela tarde, nas calçadas de Santa Teresa.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A impressionante foto de tempestade sobre vulcão premiada pela National Geographic


A impressionante foto de tempestade sobre vulcão premiada pela National Geographic


Havia uma década que o mexicano Sergio Tapiro Velasco acompanhava a atividade de um vulcão no seu país - ele diz não ter acreditado quando se deu conta da imagem que conseguiu flagrar.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

AS INVENÇÕES QUE NOS AGUARDAM EM 2050

Área de recreação da nova sede que o Google planeja na Califórnia.Área de recreação da nova sede que o Google planeja na Califórnia.  
As novas tecnologias nos ajudarão a superar os maiores desafios que enfrentamos como espécie, mas também poderão criar um mundo mais desigual.

“Estamos prestes a ver uma revolução que mudará a condição humana”, diz o neurobiólogo espanhol Rafael Yuste. O ideólogo do Brain  – o maior projeto de pesquisa do cérebro lançado pelos EUA – acredita que, dentro de aproximadamente duas décadas, possa ser decifrado “o código cerebral”, algo semelhante ao genoma humano e que revelará, pela primeira vez, como 85 bilhões os neurônios disparam e se conectam entre si para gerar ideias, memórias, emoções, imaginação e comportamento, a essência do que somos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ESPERANÇA O IMPULSO PARA MELHORAR

 Artigo em falta hoje em dia, a esperança – a atitude positiva diante de um momento difícil – é um recurso fundamental para atravessar os obstáculos e construir um futuro mais favorável.

Está complicado. Por aqui, penamos em meio à pior crise econômica da história, que deixou mais de 26 milhões de brasileiros desempregados. Associadas a ela estão uma mons­truosa cultura de corrupção e uma casta dominante que, no geral, não tem pudores de sacrificar aqueles que representam para manter seus privilégios.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Karen Armstrong: “É muito fácil dizer que é religião, mas o terrorismo é sempre político ”

A escritora Karen Armstrong: "Os jihadistas não são particularmente religiosos"

Estudiosa da religião, Armstrong foi freira por sete anos e defende que o ser humano deve acreditar em sua própria transcendência.

De Deus ao Twiter. Da música ao Jihadismo. Karen Armstrong transforma uma conversa numa montanha russa de conceitos, na qual aparece, recorrente, a palavra “compaixão” como bálsamo para muitos dos problemas que inquietam esta sociedade – que, na sua opinião, não é o que acredita ser. Na organização Charter for Compassion, ela se esforça para transformar um mundo onde as pessoas pensam excessivamente em si mesmas e muito pouco nas demais.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O SUPREMO CONTRA A CONSTITUIÇÃO

Cármen Lúcia

O Judiciário, mais que o Executivo pervertido, é instrumento de autoritarismo.

O Congresso Nacional, que tanto a tem ofendido, comemorou os 29 anos de atormentada vigência da Constituição de 1988, a da redemocratização, texto inaugural da Nova República, ciclo histórico-político cujo melancólico esgotamento estamos assistindo. Cercada por réus, presentes e futuros, a começar pelos dirigentes das duas casas legislativas, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, saudou a efeméride, lembrando a frase bordão com a qual o presidente da Constituinte, o saudoso deputado Ulisses Guimarães, anunciou o novo texto, ditando os limites de seu império.
COMO O JUDICIÁRIO TORNOU-SE INSTRUMENTO DE INSEGURANÇA JURÍDICA

A ministra Carmen Lúcia no CNJ

Qual a segurança de que ainda pode dispor o homem comum do povo se a Justiça só tem olhos para ver os interesses dos donos do poder?

Até quando o corporativismo e o omisso Conselho Nacional de Justiça assistirão, impávidos embora comprometidos, a auto-degradação do Poder Judiciário, atingido em todas as suas instâncias, do piso à alta Corte?
Essa degradação é grave, pois ameaça a ordem constitucional-democrática e ameaça a prestação jurisdicional da Justiça, de que dependem os mais fracos, os mais pobres.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

AS MANEIRAS MAIS INSPIRADORAS PELAS QUAIS A HUMANIDADE RESPEITOU A NATUREZA 
EM 14 IMAGENS

          A Terra é o lugar magnífico que chamamos de lar. É nosso dever tratar a natureza com amor e respeito, além de manter a sua beleza e saúde o quanto pudermos. Mas, apesar de isto ser um desafio para a humanidade como um todo, é possível começar com algo relativamente modesto — plantar uma árvore, por exemplo, ou pelo menos não cortar as que já cresceram.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL JÁ APRENDE SOZINHA A SER INVENCÍVEL
 O jogo go é o campo de treinamento do cérebro da máquina.

Novo algoritmo do Google não precisa do conhecimento humano e sinaliza que este pode inclusive atrapalhar
É só um jogo de mesa. Mas o tabuleiro do jogo Go (Weiqi ou Baduk), um complexo xadrez oriental, é o terreno escolhido para explorar as fronteiras da inteligência artificial, que no futuro poderão ajudar a “resolver todo tipo de problemas prementes do mundo real”, nas palavras de Demis Hassabis, líder do Google DeepMind. Essa divisão da multimilionária empresa tecnológica já conseguiu criar um programa, o AlpahGo, que é capaz de jogar go e derrotar inclusive os campeões mundiais, desnudando muitos segredos da mente humana. Agora a empresa foi um passo adiante ao desenvolver um programa capaz de esmagar todas as versões prévias do todo-poderoso AlphaGo, aprendendo do zero e sem ajuda. Uma máquina que se ensina a si mesma, sem exemplos de jogos reais nem intervenção humana, até se tornar invencível. E além do mais conseguiu isso com uma força incomparável, num tempo recorde e consumindo uma quantidade mínima de recursos informáticos.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PARCERIA: TECNOLOGIA & NATUREZA

 
Pesquisadores usam cada vez mais características de outros seres vivos para elaborar produtos revolucionários, como dobradiças que copiam mandíbulas de cobras e carros que reproduzem as linhas de um peixe
De 8,7 milhões de espécies de seres que se estima viverem no planeta (não contando bactérias e outros microrganismos), apenas uma, o Homo sapiens sapiens, não é sustentável, ou seja, consome mais do que devolve ao ambiente. Todas as outras, de algum modo, estão em equilíbrio com o ambiente. Se não estão, é porque o ser humano ou algum desastre natural interferiu em suas condições de vida. Por isso, a humanidade tem muito a aprender com seus colegas terrestres.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

'NÃO PODEMOS ENSINAR AS MENINAS DO FUTURO COM LIVROS DO PASSADO'

Livro didático com estereótipos de gênero

Em um livro didático na Tanzânia, meninos são retratados como fortes de atléticos, enquanto as meninas parecem orgulhosas em seus vestidinhos de babados. Já na escola primária no Haiti, alunos aprendem que as mães "cuidam das crianças e preparam a comida", enquanto os pais trabalham "no escritório".